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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Língua dos Pataxós

O tronco lingüístico Pataxó é o macro-jê, da mesma família de línguas Maxacali, Os maxacalis, também chamados maxacaris (maxakalí), e a semelhança entre sons e significados são bem relevantes. Durante muitos anos a língua pataxó foi quase esquecida e por pouco não foi extinta, mas esse povo é guerreiro e através de um estudo de pesquisa, professores e lideranças pataxós da Bahia iniciaram um processo de revitalização da língua.

Conversaram com os mais velhos e conseguiram resgatar um montante de palavras que eram usadas no dia a dia e presente nas musicas Pataxó, através de um projeto de pesquisa. Depois de muita pesquisa e estudo, batizaram a língua de Patxohã que quer dizer: pat são as iniciais de pataxó: atxohã é língua e Xôhã é guerreiro. Ou seja, linguagem de guerreiro. Depois de realizado esse trabalho, começaram os intercâmbios entre os professores e comunidades pataxós de Bahia e Minas Gerais para que a língua pataxó fosse revitalizada entre os povos que residem em outro estado.

Patxohã é ensinado nas escolas pataxós para as crianças com a finalidade de manter viva a cultura através não só da língua, mas de todo um trabalho cultural realizado por professores indígenas, que atuam como agentes culturais.

Livro com orientações metodológicas, registradas a partir das experiências desenvolvidas nas escolas indígenas, resultantes do exercício constante de concretização de uma educação especifica e diferenciada. Professores Pataxó sistematizaram novas experiências, novos saberes e novas práticas, na busca da reafirmação dos saberes e valores étnicos de seu povo.


Atualidades: Hoje a maioria dos pataxós.Vivem na Aldeia Barra Velha (Arahuna'á Makiame) Comemoram 500 anos de Brasil, na aldeia a cultura é ensinada em um colégio com infra-estrutura moderna para atender a necessidade da educação na aldeia, assim pois tendo quatro professores da Lingua Pataxó, com intuito de passar o legado para as crianças e jovens sobre o bem cultural que é a lingua materna, e os jovens aprendem a lingua indígena, musica e dança, e em comerações na aldeia eles sociabilizam a cultura entre si tornando assim possível a comunicação entre eles.

Algumas palavras em Patxohã:

Akuã: flecha
Anerron: você
Baiachú: bonito(a)
Bodiapé: pão
Borê: ouriço ou caça
Crukê: comer
Foró: apagar
Guarapijope: guaraná
Há-ru-rê-rê: chamando
Hahãu: terra
Inrré: moça
Jaroba: bebida indígena
Kamaiurá: coragem
Nitinwã: frutas
Macaíaba: beijú
Tornon: vai



Victor Serra.

FONTE:
Ministério da Educação Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Materiais Didáticos e Para-Didáticos em Línguas Indígenas. Disponivel em <
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/indigena/didatico_indigena.pdf>

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